quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

nada surpresa

Logo em seguida, entro no meu quarto, e estou às voltas daquela sensação, aquele cheiro de "nada me surpreende".

Estou de volta àquele lago imenso de tristeza enfiado no peito. Imersa, donde não enxergo as margens infinitas destas ondas malditas. Desta maré também maldita e infinita e incurável.

Comumente uma maré. Às vezes, azul.
Ora negra, ora branca. Ora norte ou sul.
Mas nunca amena. Sempre cheia e violenta.

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