sábado, 29 de novembro de 2008

mentiras e verdades

Não vou mentir, mas eu esperava flores. E mais borboletas. Esperava um café, um vinho, quem sabe. Poderia vir acompanhado de chocolates, de biscoitinhos caseiros, ou puro mesmo. Venha puro, e a mais pura verdade. Mas, quem sabe? Continuamos sem saber, acho que nunca saberemos, porque a gente pensa demais nas circunstâncias, na realidade. Nas mentiras que nós mesmos criamos e acreditamos. Não vou mentir, mas venho morrendo por dentro. Todos os dias venho mentindo para mim mesma, e me convencendo de fatos que não estão ao meu alcance e de relatos que nunca encostei as mãos. (Isso, sim, é mentira. Não foram apenas as mãos, como também lábios, cheiros, cabelos, essa coisa de pele...)

É verdade, mas parece mentira. Foi como aconteceu, e acontece com tantos outros. Pode ser que não dure mais de três anos - esse é um prazo - , mas eu queria que durasse a vida inteira: as borboletas, as flores, e os chocolates, num único verso, um único universo.

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