
Dia após dia. Uma grande espera. Sempre. E parecia que era pra sempre. Pareciam dois anjos num sonho. Depois continuou parecendo que era pra sempre. Juntos no pôr-do-sol que eles não viram, mas sentiram cada raio partindo. O céu límpido e risonho, de nuvens poucas, de muitos contrastes. Uma vez pediram para ela aumentar o contraste. Nunca deu ouvido. Mas, naquela hora, quando o sol já estava cansado – fizera sua parte o dia inteiro –, ela finalmente entendeu. A neblina de seu cansaço também se foi com os últimos raios. Para ela, tudo ficou mais claro, mesmo o astro-rei tendo se retirado honrosa e elegantemente como sempre fazia. E naquela tarde fora diferente. Ela, enfim, percebeu. O sentido. Os sentidos. Exacerbaram-se. Nunca mais será a mesma. Horas depois... Ou será que foram dias? Multidão que ela nem esperava. Não há nada a fazer. É forte demais para ela lutar. Ela se entregou à maçã do amor, aos churros crocantes – regados a muito doce de leite e açúcar – e à pipoca doce. Após uma caminhada tão observadora (e, no mínimo, calórica), nada como acordar. Porém, ela continuará sonhando docemente como déjà-vus, e chorando com as canções de sempre. Que seja pra sempre, e amém. Um amém também nunca fez tanto sentido.
Um comentário:
clarão, que também deixa tudo bem clarinho.
tanta coisa deixa tudo tão mais alumiado, mais gostoso de enxergar.
gostoso de enxergar é bom né? uma sinestesiazinha de vez em quando dá água nos olhos.
Engraçado é que os astros deixam tudo claro o dia todo pra gente, eles tem brilho de manhã ou a noite.
uma estrela cadente também.
:*
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