
Um objeto. Uma brisa. Qualquer sábado à noite. Ela evita sinais. Mas, sabe que não pode, não quer, não consegue. Ela apenas continua andando aleatoriamente, porém sempre distante – como as verdes águas – na beirinha da calçada. Só nunca descalça. Respira fundo como se procurasse substituir a essência impregnada de outrora. Como se procurasse outras lembranças cheirosas, fingindo funcionar. Queria muito partir. A poeira de mar encanta e desfaz. Sua vontade, sua coragem. Despe. Insiste. Quer ouvir, falar, escrever. Expressar-se mais que o expresso extra-cafeinado. Ela quer mesmo é pegar na estação o primeiro expresso – o mais rapidamente saboroso – e degustar mais uma vez: a cafeína e a viagem.
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